sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

SAIBA MAIS: Projeto Diocesano de Evangelização - PDE


projeto

Segundo o Pe. Joãozinho, coordenador diocesano de pastoral, o projeto diocesano de evangelização – PDE - que tem como lema: Ide e Anunciai, é um sinal de obediência e fidelidade ao mandato missionário de Jesus Cristo Ressuscitado que diz aos seus discípulos: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda criatura!” (Mc 16,15).

Com este Projeto Diocesano de Evangelização a nossa diocese quer estar em comunhão com a caminhada da Igreja no Brasil, assumindo o objetivo geral da Ação Evangelizadora da Igreja (2011-2015) e as indicações das Diretrizes Gerais (Doc 94 da CNBB). 

Continue lendo e saiba mais...




 projeto
Justificativa

O Projeto Diocesano de Evangelização ( PDE) quer ser um sinal de obediência e de fidelidade ao mandato missionário de Jesus Ressuscitado que diz aos seus discípulos: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa-Nova a toda criatura!” (Mc 16,15).
Com este PDE a nossa Diocese quer estar em comunhão com a caminhada da Igreja no Brasil, assumindo o objetivo geral da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil ( 2011-2015) e as indicações das Diretrizes Gerais ( Doc. 94 da CNBB).

Objetivo Geral

EVANGELIZAR, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo,como Igreja discípula, missionária e profética,alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia,à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres,para que todos tenham vida ( cf. Jo 10,10),rumo ao Reino definitivo.

Objetivos Específicos

Queremos ser discípulos missionários de Jesus Cristo para fazer da nossa Diocese
+ uma Igreja missionária,
+ uma Igreja acolhedora ( casa de irmãos),
+ uma Igreja alimentada e animada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia,
+ uma Igreja que viva o espírito de comunhão ( a diocesaneidade),
+ e uma Igreja que esteja a serviço da vida e da esperança de todas as pessoa

Esquema geral do Projeto

1- Fevereiro a Junho de 2012
Discípulos de Jesus Cristo em Missão
por uma Igreja: lugar da animação bíblica da vida e da pastoral
2- Julho a Novembro de 2012
Discípulos de Jesus Cristo em Missão
por uma Igreja em estado permanente de missão
3- Fevereiro a Junho de 2013
Discípulos de Jesus Cristo em Missão
por uma Igreja: casa da iniciação à vida cristã
4- Julho a Novembro de 2013
Discípulos de Jesus Cristo em Missão
por uma Igreja comunidade de comunidades
5- Fevereiro a Junho de 2014
Discípulos de Jesus Cristo em Missão
por uma Igreja a serviço da vida plena para todos
6- Julho a Novembro de 2014
Celebrando a caminhada
Julho: Igreja: lugar da animação bíblica da vida e da pastoral
Agosto: Igreja em estado permanente de missão
Setembro: Igreja: casa da iniciação à vida cristã
Outubro: Igreja: comunidade de comunidades
Novembro: Igreja a serviço da vida plena para todos

Conteúdo programático

Introdução: Partir de Jesus Cristo
A “alma” do Projeto Diocesano de Evangelização é o encontro com Jesus Cristo, é partir dele. Jesus é o começo, o centro e o fim de toda a vida e ação da Igreja.
Toda ação eclesial brota de Jesus Cristo e se volta para Ele e para o Reino do Pai. Jesus Cristo é nossa razão de ser, origem de nosso agir, motivo de nosso pensar e sentir. Nele, com Ele e a partir d’Ele mergulhamos no mistério trinitário, construindo nossa vida pessoal e comunitária.
Não há como executar planejamentos pastorais sem antes pararmos e nos colocarmos diante de Jesus Cristo. em atitude orante, contemplativa, fraterna e servidora, somos convocados a responder, antes de tudo, a nós mesmos: quem é Jesus Cristo? ( Mc 8,27-29). O que significa acolhê-lo, segui-lo e anunciá-lo? O que há em Jesus Cristo que desperta nosso fascínio, faz arder nosso coração ( Lc 24,32), leva-nos a tudo deixar ( Lc 5,8-11) e, mesmo diante das nossas limitações e vicissitudes, afirmar um incondicional amor a Ele ( Jo 21,9-17)? A paixão por Jesus Cristo leva ao arrependimento e à verdadeira conversão pessoal e pastoral. Por isso, devemos sempre nos perguntar: estamos convencidos de que Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida? O que significa para nós, hoje, o Reino de Deus por Ele instaurado e comunicado?
Viver o encontro com Jesus Cristo torna o discípulo missionário firmemente enraizado e edificado em Cristo Jesus ( Ef 3,17; Cl 2,7).

1.1 Igreja em estado permanente de missão
Urgência
Jesus Cristo, o grande missionário do Pai, envia, pela força do Espírito, seus discípulos em constante atitude de missão ( Mc 16,15). Quem se apaixona por Jesus Cristo deve igualmente transbordar Jesus Cristo, no testemunho e no anúncio explícito de sua Pessoa e Mensagem. A Igreja é indispensavelmente missionária. Existe para anunciar, por gestos e palavras, a pessoa e a mensagem de Jesus Cristo. fechar-se à dimensão missionária implica fechar-se ao Espírito Santo, sempre presente, atuante, impulsionador e defensor ( Jo 14,16; Mt 10,19-20).
A atual consciência missionária interpela o discípulo missionário a sair ao encontro das pessoas, das famílias, das comunidades e dos povos para lhes comunicar e compartilhar o dom do encontro com Cristo.
Neste redescobrir missionário, emerge, em primeiro lugar, o papel de cada pessoa batizada em todos os lugares e situações em que se encontrar. Trata-se do testemunho pessoal, base sobre a qual o explícito anúncio haverá de ser construído. Este é um tempo do testemunho!
Em segundo lugar, surge a urgência de pensar estruturas pastorais que favoreçam a realização da atual consciência missionária. Esta deve impregnar todas as estruturas eclesiais e todos os planos pastorais, a ponto de deixar para trás práticas, costumes e estruturas que já não têm atualmente grandes condições de favorecer a transmissão da fé. Não se trata, portanto, de negar tudo que já foi feito em outras épocas, mas de reconhecer que, nesta mudança de época, é preciso agir com firmeza e rapidez. É neste sentido que se entende a convocação de Aparecida à conversão pastoral, através da qual se ultrapassam os limites de uma “pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária” ( DAp 370).
Não se trata, portanto, de conceber a atitude missionária ao lado de outros serviços ou atividades, mas de dar a tudo que se faz um sentido missionário, estabelecendo, neste conjunto de atividades desenvolvidas, algumas urgências que ajudem todos os batizados a efetivamente se reconhecerem como missionários.

1.2- Perspectivas de ação
A Igreja existe para os outros e precisa ir a todos. Para que a nossa Diocese seja uma Igreja missionária ela precisa ir a todas as pessoas.
Promover o “ministério da visitação” ( Assembleia do Jubileu), formando o COMIPA, a fim de evangelizar todas as casas.
“Em vista da evangelização: ser mais audaciosos e vencer a ociosidade e a comodidade” ( Assembleia do Jubileu)
           Organizar a Obra da Infância e Adolescência Missionária para evangelizar as crianças e adolescentes.
Apoiar e incentivar os Jovens, principalmente a participação nas Jornadas Diocesanas da Juventude e nos Encontros Vocacionais.

Igreja: casa da iniciação à vida cristã
2.1- Urgência
A fé é dom de Deus! “Não se começa a ser cristão por uma decisão ética ou uma grande ideia, mas pelo encontro com um acontecimento, com uma Pessoa, que dá um novo horizonte à vida e, com isso,uma orientação decisiva” ( Bento XVI). Por sua vez, este encontro é mediado pela ação da Igreja.
Cada tempo e cada lugar têm um modo característico para apresentar Jesus Cristo e suscitar nos corações o seguimento apaixonado não a algo, mas à sua pessoa, que a todos convida para com Ele vincular-se intimamente. Todavia, como resposta, a adesão a Jesus Cristo implica anúncio, apresentação, proclamação. A mudança de época exige que o anúncio de Jesus Cristo não seja mais pressuposto, porém explicitado continuamente. O estado permanente de missão só é possível a partir de uma efetiva iniciação à vida cristã.
A iniciação à vida cristã é o grande desafio que questiona a fundo a maneira como estamos educando na fé e como estamos alimentando a experiência cristã. Trata-se, portanto, de desenvolver, em nossas comunidades, um processo de iniciação à vida cristã que conduza a um encontro pessoal, cada vez maior com Jesus Cristo. É preciso ajudar as pessoas a conhecer Jesus Cristo, fascinar-se por Ele e optar por segui-lo.
A iniciação à vida cristã não deve acontecer apenas uma única vez na vida de cada pessoa. A iniciação cristã não se esgota na preparação aos sacramentos do Batismo, Eucaristia e Crisma. Ela se refere à adesão a Jesus Cristo.Esta adesão deve ser feita pela primeira vez, mas refeita, fortalecida e ratificada tantas vezes quantas o cotidiano exigir.

2.2- Perspectivas de ação
Promover uma catequese de inspiração catecumenal, que equivale ao processo de iniciação cristã, não limitada a crianças, mas estendida aos jovens e adultos não batizados ou batizados que não foram suficientemente evangelizados.
Promover uma “catequese familiar” ( Assembleia do Jubileu)
Organizar e estruturar uma Pastoral do Batismo que proporcione uma experiência de encontro com Jesus Cristo.
Dar maior importância à mistagogia da experiência litúrgica.

Igreja: lugar da animação bíblica da vida e da pastoral
3.1- Urgência
Vinculado à iniciação à vida cristã, o atual momento da ação evangelizadora convida o discípulo missionário a redescobrir o contato pessoal e comunitário com a Palavra de Deus como lugar privilegiado de encontro com Jesus Cristo.
A Igreja tem consciência de que “particularmente as novas gerações têm necessidade de ser introduzidas na Palavra de Deus através do encontro e do testemunho autêntico do adulto, da influência positiva dos amigos e da grande companhia que é a comunidade eclesial” ( Bento XVI).
Não se trata, por certo, de nos voltarmos para a Palavra de Deus como atitude momentânea, fruto do atual período da história. Trata-se de redescobrir, mais ainda, que o contato profundo e vivencial com as Escrituras é condição indispensável para encontrar a pessoa e a mensagem de Jesus Cristo e aderir ao Reino de Deus. Deste modo, iniciação à vida cristã e Palavra de Deus estão intimamente ligadas. Uma não pode acontecer sem a outra, pois “ignorar as Escrituras é ignorar o próprio Cristo” ( São Jerônimo). Não há discípulo missionário sem o efetivo contato com a Palavra de Deus, um contato que atinge toda a vida e que é transmitido aos irmãos e irmãs.
Ao se curvar diante da Palavra, o discípulo missionário sabe que não o faz isoladamente. Ele acolhe o dom da Palavra na Igreja e com toda a Igreja. Assim, a Palavra é saboreada na alteridade, na gratuidade e também na eclesialidade.
São vários os métodos de leitura da Bíblia. A Conferência de Aparecida destacou a Leitura Orante como caminho para o encontro com a Palavra de Deus. Nela, o discípulo missionário acolhe a Palavra como dom, mergulha na riqueza do texto sagrado e, sob o impulso do Espírito, assimila esta Palavra na vida e na missão. Por isso, a animação bíblica de toda a pastoral vai além de uma pastoral bíblica especializada, quer nos conduzir a uma iluminação bíblica de toda a vida, porque é um caminho de conhecimento e interpretação da Palavra, um caminho de comunhão e oração com a Palavra e um caminho de evangelização e proclamação da Palavra. O contato interpretativo, orante e vivencial com a Palavra de Deus não forma, necessariamente, doutores. Forma santos. Esta perspectiva deve orientar também a formação inicial e permanente dos presbíteros.
A Igreja, como casa da Palavra, deve, antes de tudo, privilegiar a Liturgia, pois esta é o âmbito privilegiado onde Deus fala à comunidade. Nela Deus fala e o povo escuta e responde. Cada ação litúrgica está, por sua natureza, impregnada da Escritura Sagrada.

3.2- Perspectivas de ação
Favorecer para que todas as casas tenham a Bíblia.
Promover a prática da Leitura Orante da Bíblia nas comunidades.
Que a Bíblia seja o livro por excelência da Catequese.
Formar e incentivar os Círculos Bíblicos.
Formar Escola Bíblica nas Foranias.
Investir na formação bíblica dos leitores e leitoras na Liturgia.

Igreja: comunidade de comunidades
4.1- Urgência
O discípulo missionário de Jesus Cristo faz parte do Povo de Deus ( cf. 1Pd 2,9-10) e necessariamente vive sua fé em comunidade. Sem vida em comunidade, não há como efetivamente viver a proposta cristã, isto é, o Reino de Deus.
Ao mesmo tempo em que se constata, nesta mudança de época, uma forte tendência ao individualismo, percebe-se igualmente a busca por vida comunitária. Esta busca nos recorda como é importante a vida em fraternidade. Por isso, as paróquias têm um papel fundamental na evangelização e precisam tornar-se sempre mais comunidades vivas e dinâmicas de discípulos missionários de Jesus.
Comunidade implica necessariamente convívio, vínculos profundos, afetividade, interesses comuns, estabilidade e solidariedade nos sonhos, nas alegrias e nas dores.
Num mundo plural, não se pode querer um único modo de ser comunidade. O Espírito sopra onde quer e nenhuma concretização comunitária possui o monopólio da ação deste mesmo Espírito. Nenhuma deve chamar para si a primazia sobre as demais, pois todos os membros do corpo possuem igual valor ( 1Cor 12,12ss). A comunidade eclesial deve abrir-se para acolher dinamicamente os vários carismas, serviços e ministérios. De cada uma dessas comunidades, exige-se que sejam alicerçadas na Palavra de Deus, celebrem e vivam os sacramentos, manifestem seu compromisso evangelizador e missionário com os afastados, sejam solidárias com os mais pobres. Todas as comunidades são convocadas a se unirem em torno do Projeto Diocesano de Evangelização e das orientações da nossa Igreja Particular.
O caminho para que a paróquia se torne verdadeiramente uma comunidade de comunidades é inevitável. A setorização da paróquia pode favorecer o nascimento de comunidades, pois valoriza os vínculos humanos e sociais. Assim, a Igreja se faz presente nas diversas realidades, vai ao encontro dos afastados, promove novas lideranças, e a iniciação à vida cristã acontece no ambiente em que as pessoas vivem.
Uma Igreja com diversas formas de ser comunidade deve ser igualmente uma Igreja que testemunha a comunhão de dons, serviços e ministérios.

4.2- Perspectivas de ação
“Renovar a comunidade” ( Assembleia do Jubileu)
Realizar a setorização das paróquias.
Dinamizar o Conselho de Pastoral em cada paróquia.
Dinamizar o Conselho de Pastoral da Forania, para que haja uma “pastoral de conjunto” ( Assembleia do Jubileu)
Incentivar os Círculos Bíblicos.
Apoiar as Cebs e outras pequenas comunidades e movimentos.

Igreja a serviço da vida plena para todos
5.1- Urgência
A vida é dom de Deus! “A grande novidade que a Igreja anuncia ao mundo é que Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem, a Palavra e a Vida, veio ao mundo para nos fazer partícipes da natureza divina ( 2Pd 1,4), e para que participemos de sua própria vida. É a vida trinitária do Pai, do Filho e do Espírito Santo, a vida eterna” ( DAp 348). O Evangelho da vida está no centro da mensagem de Jesus. A missão dos discípulos é o serviço à vida plena.
Ao mergulhar nas profundezas da existência humana, o discípulo missionário abre seu coração para todas as formas de vida ameaçada desde o seu início até a morte natural. É através da promoção da cultura da vida que os discípulos missionários de Jesus Cristo testemunham verdadeiramente a sua fé. É pelo amor-serviço à vida que o discípulo missionário haverá de pautar seu testemunho.
O discípulo missionário reconhece que seu sonho por vida eterna leva-o a ser, já nesta vida, parceiro da vida e vida em plenitude.
O serviço testemunhal à vida, de modo especial à vida fragilizada e ameaçada, é a mais forte atitude de diálogo que o discípulo missionário pode e deve estabelecer com uma realidade que sente o peso da cultura da morte. Na solidariedade de uma Igreja samaritana, o discípulo missionário vive o anúncio de um mundo diferente que, acima de tudo, por amar a vida, convoca à comunhão efetiva entre todos os seres vivos.

5.2- Perspectivas de ação
“Construir a sociedade solidária” ( Assembleia do Jubileu)
“Trabalhar na promoção da dignidade da pessoa humana” ( Assembleia do Jubileu)
Dar total importância à família, procurando intensificar a Pastoral Familiar
Promover, corajosamente, as Pastorais Sociais, com destaque à Pastoral da Saúde, Pastoral da Criança, Pastoral da Pessoa Idosa, etc.
Valorizar os temas da Campanha da Fraternidade
“Formar a consciência política dos católicos a partir da Doutrina Social da Igreja” ( Assembleia do Jubileu)
Usar os meios de comunicação social na defesa e promoção do Evangelho da vida.

Saiba mais: 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...